Entre as louças que se molham e as palavras, breves passos entre a cozinha e o início da sala onde fica o computador.
Não esquecendo do celular aberto em frente à tela, o pen drive e o frio que vem da janela logo atrás de mim.
Todo esse é o cenário que se compõe, enquanto penso nas palavras que irão compor minha pequena história, enquanto espero o sono e bate a vontade de dormir.
Um café?
E aí a vontade que ainda não chegou vai querer ir embora e passarão a não ser mais apenas algumas poucas palavras, mas muitas delas soltas no espaço e pinceladas com o intuito de se tornarem parte de algo bem maior do que apenas poucas.
Não; o café não. Definitivamente.
Um chá.
E aí o sono vai martelando as primeiras paredes do cérebro e se internalizando por entre minhas entranhas. O sono vai recortando as palavras que ainda vão insistindo em se manterem vivas e vai discutindo com elas quais poucas servirão para finalizar a história que precisa acabar antes que se durma.
Num rosnar final do sono de meu cão que se inicia finalizo essa coisa que se pode chamar de uma declaração, pois o que rosna agora é um suspiro que vem de dentro de mim solicitando uma breve pausa para que o sono se aproxime, introduza-se, como já disse, no interior do meu cérebro, e declare por definitivo que é hora de deitar.
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